03/06/2026
Comédia romântica

Rindo à toa [2008]

Lola tem 15 anos e só quer ser chamada de Lol. O namorado, Arthur, brigou com ela. O melhor amigo dele, Mäel, se aproxima e pinta um novo romance. Enquanto isso, a mãe de Lol resolve namorar escondido o próprio ex-marido.

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O mundo dos adolescentes, governado pela internet, MSN, twitter, facebook e outros recursos digitais, está no centro desta comédia que fez um enorme sucesso na França, atraindo um público de quatro milhões de espectadores.

Lola (Christa Theret), 15 anos, prefere ser chamada por Lol – abreviatura de “laughing out loud”, ou seja, gargalhando, e que é muito usada nesse universo de comunicação virtual onde os garotos vivem conectados. Muito graciosa e sexy, longe do estereótipo de beleza das patricinhas louras, Lol quer tudo o que qualquer adolescente quer – sair, namorar, ouvir rock, conversar, de preferência, tudo ao mesmo tempo.

Na volta às aulas, ela reencontra os amigos e o namorado, Arthur (Félix Moati). Logo de cara, um problema: ele confessou ter saído com outra nas férias, ela fez o mesmo. Ela compreendeu, ele não. Cena de ciúme, machismo, e Lol sofre. Pior que nem é verdade – ela não saiu com ninguém.

Mäel (Jérémy Kapone), o melhor amigo de Arthur, que é secretamente louco por Lol, aproxima-se dela. Com o tempo, ela também corresponde. A história caminha assim, seguindo os sentimentos exacerbados dos adolescentes, com os hormônios à flor da pele. Bom é que o filme de Lisa Azuelos não cai na armadilha do paternalismo – os adultos aqui também são contraditórios e impulsivos, quase tanto quanto os garotos.

A mãe de Lol, Anne (Sophie Marceau), é um bom exemplo disso. Apesar de quarentona, supostamente madura, anda tendo um caso secreto com o ex-marido, Alain (Alexandre Astier), de quem se divorciou. Só não quer que os filhos saibam. A coisa se complica quando ela conhece um policial bonitão e fica tão indecisa quanto a filha, entre seus dois amores.

O tom geral é de leveza e há uma preocupação em mostrar esse universo quase sem conflitos muito profundos. Um deles opõe Mäel e seu pai rígido (Olivier Cruveiller), que não quer que o filho seja roqueiro, como sonha o garoto. Muito menos admite a idéia de pelo menos ir assisti-lo tocar. Com o tempo, tudo se ajeita.

As sequências mais divertidas são mesmo as da festa – em que a garotada põe a avó de Lol (Françoise Fabian) para dormir, despejando soníferos no seu copo – e da viagem a Londres. Hospedados em casas de família, os meninos franceses tiram partido das diferenças culturais e dão um nó na cabeça de ingleses ultraformais.

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