O plot é simples e pouco original. No comando da fraternidade feminina Theta Pi, estão Jessica (Leah Pipes), Claire (Jamie Chung), Chugs (Margo Harshman), Cassidy (Briana Evigan), Ellie (Rumer Willis, filha de Bruce Willis e Demi Moore) e Megan (Audrina Patridge). Durante uma festa, Megan decide vingar-se do ex namorado, Garrett (Matt O’Leary), que a traiu. Junta as amigas e prega-lhe uma peça, fazendo-o crer que está morta.
Desesperado, o rapaz propõe que chamem a polícia mas as garotas convencem-no de que a melhor opção é seguirem até um lugar ermo e abandonarem o corpo. Acontece que, por um golpe do destino, Megan acaba realmente morrendo e o que era uma suposta brincadeira adquire contornos macabros.
Além da história fraca, Pacto Secreto ainda tem um outro problema: não decide se quer seguir o caminho do suspense ou da comédia, ao juntar trilha angustiante em excesso e algum sangue a comentários sarcásticos e escatologias recorrentes. Não faz bem nem um, nem outro. É previsível e não sustenta a tensão do espectador mais adulto. Tem, no entanto, um único bom momento - aquele em que Megan realmente morre. Só que a sequência dura alguns poucos minutos e o resto é puro tédio.
O longa é um suspense genérico que poderia, muito bem, ter sido criado por programas de computador, onde se escolheria alguns personagens estereotipados, um cenário comum, uma arma para o crime e uma máscara. Após um clique, tem-se um história enlatada e reproduzível. Se a tecnologia evoluir a esse ponto, produções como Pacto Secreto estão fadadas a desaparecer, pois o adolescente que consome tão rápido quanto esquece nunca mais ia pagar por ingressos de cinema. Enquanto isso não acontece, Hollywood fatura com mais um produto tão industrial quanto superficial.
