Décadas depois, o mesmo vilarejo de Trancoso é cenário para um novo filme do diretor. Agora, restringindo-se à chave ficcional. Com um elenco composto por não-atores – exceto o galã global Rodrigo Lombardi, que entre a filmagem e lançamento deste longa ficou famoso na novela Caminho das Índias (que apesar do título parecido, nada tem a ver com o filme do diretor) - Estórias de Trancoso se aproveita, e bastante, das paisagens locais para compensar sua falta de unidade narrativa ou a falta de preparo dos intérpretes.
Pouco importa a ingenuidade das histórias de Trancoso ou como os personagens parecem pouco ou nada verossímeis, o que talvez mais se estranhe é aquilo que se vê na tela. Embora não seja mal produzido como A Oitava Cor do Arco Íris, Estórias de Trancoso sofre da mesma falta de sagacidade.
A boa vontade do diretor em retratar como as transformações sociais trouxeram também problemas para o vilarejo, ou seja, um pretexto sociológico, não segura um filme de praticamente duas horas, assim como as belas paisagens do litoral baiano.
