Em tese, a intenção das diretoras Izabel Jaguaribe (de Paulinho da Viola – Meu Tempo é Hoje) e Olívia Guimarães, foi enfocar a cultura do corpo no Rio de Janeiro. Para isso, elas percorrem vários bairros da cidade, de Copacabana e Ipanema às favelas do Borel, Pavão/Pavãozinho e Rocinha, elegendo personagens que comentam temas tão díspares quanto miscigenação racial, vaidade, religião, erotismo, samba e morar nas ruas.
Há desde personagens anônimos, como a carismática gari Marilene, a famosos, caso da porta-bandeira Dodô da Portela, o compositor Fausto Fawcett, a mãe de santo francesa Gisele Cossard Binon, e a ex-modelo Luma de Oliveira. Alguns de seus comentários são mesmo bons. Mas, sem uma proposta nítida, ou ousadia ou mesmo a intuição e o talento para encontrá-las no meio do caminho, o filme se perde.
