A peça é uma viagem pelos três BR’s do título: Brasília, Brasiléia e Brasilândia. Como pano de fundo, os problemas sócio-econômicos do Brasil, como desigualdade social, tráfico de drogas, além de questões como o misticismo. A encenação dá conta de todo o espaço do rio, com ação acontecendo em barcos nas águas e palcos montados ao longo de suas margens. O público acompanha tudo de dentro de uma embarcação.
Enquanto peça de teatro, BR-3 é uma obra bastante interessante, com texto preciso, encenação criativa e atores talentosos. Já o filme não faz justiça ao tamanho do espetáculo. Afinal, é apenas teatro filmado – sem nunca conseguir transmitir toda a experiência da montagem ao vivo, valendo apenas como um registro.
Esse filme é complementado por outro, BR-3 Documentário (é estranho que apenas um leve a palavra ‘documentário’ em seu título, afinal os dois pertencem a esse gênero), que traz entrevistas com o diretor da montagem, o dramaturgo, o elenco e técnicos.
