Para sua surpresa, ele encontra à sua espera uma cálida recepção por parte dos "cheutimi”, como se designam as pessoas, dialeto e costumes de uma pitoresca população local. O que lhe cria um outro dilema: por mais que se divirta em seu novo emprego, ele não acha um jeito de confessá-lo a sua mulher, que passa a admirá-lo por se “sacrificar” pela família em um lugar tão inóspito.
No entanto, quem não tem familiaridade com o idioma francês terá certa dificuldade para entender as nuances de algumas situações, pontuadas pelas diferenças de pronúncia. Tal como um brasileiro desavisado que tentasse compreender piadas por distinções linguísticas entre diferentes países e culturas hispânicas.
Sem que seja original ou imprevisível, o filme de Boon traz uma mensagem humorada dentro do que há de mais perverso na origem do preconceito: o simples desconhecimento. Dedicado a sua mãe, sua produção não poderia ser mais oportuna em um país que quer mostrar que a intolerância passou a ser intolerável não só para quem sofre os efeitos dela.
