Em Mademoiselle Chambon, um pedreiro francês se apaixona pela professora primária do seu filho, a personagem título. A paixão é mais física, do que intelectual, embora haja um componente emocional forte ligando os dois personagens. Dirigido por Stéphane Brizé a partir de um roteiro que ele adaptou do romance de Eric Holder, o longa pode ter uma história batida, mas a forma como o diretor acredita nos silêncios, nas palavras não ditas dá um frescor – além de uma dose de melancolia – ao filme.
Os protagonistas são interpretados pelos atores Vincent Lindon (Benvindo) e Sandrine Kiberlain (O buquê) e são personagens de classe média que, aos poucos, sucumbem aos seus desejos, e temem ter de assumir as consequências.
O casamento de Jean (Lindon) vai bem até o dia em que conhece Véronique (Sandrine), a professora de seu filho. No começo, é uma amizade estranha, ele troca a janela da casa dela, e pede para que toque violino para ele. Mais tarde, quando ela lhe empresta CDs de música clássica, o envolvimento dos dois é inevitável.
O dilema do longa é se eles se entregarão a essa paixão que os consome. A tensão reside mais em Jean, que é um personagem mais profundo, enquanto o retrato de Véronique parece um pouco superficial, apesar de ter mais cultura do que ele.
