Índia, amor e outras delícias é um filme sobre uma garota de ascendência indiana, que volta para Glasgow (Escócia) depois da morte de seu pai. Ela é Nina (Shelley Conn, de A fantástica fábrica de chocolate) que, nesta volta de seu auto-exílio em Londres, descobre que o pai deixou muitas dívidas em jogo. Para saldá-las, será necessário vender o restaurante da família.
Sem aceitar este destino cruel, digno de uma Cinderela, Nina topa tomar o lugar do pai num concurso de culinária indiana que agita a cidade – que seria o maior evento cultural da capital da Escócia. Se ganhar, conseguirá o dinheiro para manter o restaurante.
Dez minutos de filme e já é possível desconfiar onde Índia, amor e outras delícias vai chegar. O problema, na verdade, nem é a previsibilidade, mas o roteiro capenga, desprovido de charme, as situações superficiais (o romance de Nina com outra garota é tratado de forma tão banal que não faria muita diferença não existir), e as danças bollywoodianas tentado passar-se por chiques.
Fica para o público brasileiro a dúvida: porque lançar em cinemas um filme ruim de 2006 que não tem qualquer apelo ou qualidade? Se ainda fosse na época da novela O Caminho das Índias dava para achar alguma razão desse lançamento.
