03/06/2026
Comédia

Se beber, não case - Parte 2

O quarteto de amigos do primeiro filme está de volta. Dessa vez, eles tomam uma bebedeira em Bangcoc e, quando acordam da ressaca, não se lembram de nada. No entanto, perderam o irmão da noiva de um deles. O casamento será no dia seguinte, mas antes disso devem consertar todas as burradas que fizeram.

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Qual é o limite quando uma piada cruza a linha e deixa de ser engraçada e se torna de mau gosto? No Festival de Cannes, por exemplo, um comentário sobre Hitler numa coletiva pode render um banimento,como ocorreu com o diretor Lars Von Trier. Já em Se beber não case – Parte 2, um macaco simulando sexo oral num monge budista ou transexuais andando nuas num camarim atravessam, no mínimo, a linha do bom gosto.
 
Se beber não case – Parte 2 é mais do mesmo. Mas o que há dois anos, no primeiro filme, era engraçado, agora se torna repetitivo e exagerado.  
 
O fiapo de narrativa que une os personagens segue mais ou menos o mesmo esquema do primeiro filme, também dirigido por Todd Phillips (que entre um e outro encontrou tempo para cometer Um parto de viagem). Suas comédias falam do macho norte-americano na faixa dos 30 anos e, a julgar por esses filmes, esse espécime tem uma grande resistência em se tornar adulto, o que acontece de forma forçada. Seria uma boa oportunidade para satirizar o mundo contemporâneo, mas, aqui, o diretor e sua equipe perderam a medida.
 
Agora, o noivo é o dentista Stu (Ed Helms) que, para evitar complicações, como aquelas que aconteceram em Las Vegas, troca sua despedida de solteiro por um café da manhã. O casamento será na Tailândia, para agradar aos pais de sua noiva, Lauren (Jamie Chung ), que moram lá. Além de seus dois melhores amigos, Phil (Bradley Cooper) e Doug (Justin Barta), eles também precisam levar o chato Alan (Zach Galifianakis) e o irmão da noiva, o gênio Teddy (Mason Lee).
 
Para que o filme aconteça, chegando lá a situação sai de controle por um motivo que só mais tarde se saberá, Stu, Phil, Alan e Teddy caem na bebedeira, perdem o rapaz e se envolvem em mil encrencas, que incluem transexuais, monges, tatuagens e um macaco traficante.
 
Galifianakis, por sua vez, ficou famoso com o primeiro filme e aqui se repete. Seu personagem, Alan, é um sujeito de uns 40 anos que vive com os pais, não tem emprego e depende deles para tudo, até servir o seu jantar. O ator é engraçado, até o momento em que se torna irritante com a sua ingenuidade de criança de 10 anos.
 
Se esse é o segundo filme de uma trilogia, o terceiro poderá muito bem seguir a moda do momento e passar-se no Rio de Janeiro. Segundo a visão equivocada que muitos gringos têm do Brasil, o tigre do primeiro filme e o macaco deste poderiam muito bem acabar andando pelas ruas da cidade.
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