23/07/2026
Documentário

Top Models - Um conto de fadas brasileiro

Tendo como pano de fundo o São Paulo Fashion Week, o documentário coloca na frente das câmeras as modelos brasileiras mais famosas da atualidade, como Gisele Bündchen e Caroline Ribeiro, que falam de suas carreiras, do mercado de trabalho e da moda.

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O documentário Top Models – Um conto de fadas brasileiro é um retrato carinhoso do universo das modelos nacionais nos bastidores de desfiles e na ascensão do mundo da moda. O filme é dirigido por Richard Luiz, um dos mais conhecidos documentaristas de desfile de moda no país, que há mais de uma década trabalha com a São Paulo Fashion Week.

Veio da semana da moda, aliás, a ideia de se fazer esse documentário que traz nomes como Gisele Bündchen, Caroline Ribeiro, Shirley Mallman e Mariana Weickert. A narradora é uma jornalista – a voz é da atriz Alice Braga – que funciona como alter ego do diretor e também amarra a o texto.
 
São histórias interessantes, mas, no fundo, todas muito parecidas. Meninas de classe média e de cidades do interior que foram descobertas ao acaso ou patrocinadas pelos pais para chegarem aonde estão. Todas contam sua trajetória e relembram das dificuldades de alcançar o sucesso. E agora respiram aliviadas.
 
Top Models – Um conto de fadas brasileiro é um filme sobre modelos, para modelos e aspirantes à profissão. Conhecer a trajetória de bem-sucedidas pode ser uma inspiração, uma dica para aquelas garotas que almejam esse posto. Durante sua primeira metade, o documentário acompanha Luana Dachery – jovem que começava na carreira na época das filmagens e, até hoje, ainda não estourou.
 
As primeiras imagens do filme mostram um contraste: o começo do dia para Luana e para uma modelo de sucesso. As ações são até parecidas, mas os cenários e adereços bem diferentes; ao final, enquanto a iniciante entra num ônibus, a veterana desfila pelas ruas num carro guiado por motorista.
 
Falta ao filme, porém, um olhar um pouco mais crítico sobre o tema. Problemas como a bulimia e drogas são tocados de leve, e outras questões, como assédio, passam batidas. Apenas Caroline Ribeiro comenta sobre badalações às quais não gosta de frequentar. E ela dispara um comentário bastante sensato sobre a inutilidade de ir a uma dessas festas, mesmo com a insistência de seu agente: afinal, ela explica, nesses locais as pessoas estão tão fora de si que é pouco provável que, no dia seguinte, quando forem analisá-la num teste, vão se lembrar dela.
 
A boa notícia do documentário é que os lucros do filme serão revertidos para a unidade de Onco Hematologia Pediátrica Erik Loeff, em Salvador.
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