Jacob Falk (o talentoso ator dinamarquês Jens Albinus) é um roteirista de cinema com dificuldades de escrever uma história para seu novo filme. Ao que tudo indica, ele tem um bloqueio de autor, que o faz varar noites em seu estúdio, deixando em segundo plano sua esposa ou mesmo o insistente produtor.
Ao voltar para casa de madrugada, ele atropela acidentalmente Ali (Igor Radosavljevic), um oficial recém dispensado do exército dinamarquês, onde prestava serviços como intérprete de presos iraquianos. É neste ponto que a história ganha apelos mais dramáticos: à beira da morte, o rapaz pede a Jacob que o deixe ali e leve sua mochila, que contém fotos de soldados torturando os prisioneiros.
Ao voltar para casa de madrugada, ele atropela acidentalmente Ali (Igor Radosavljevic), um oficial recém dispensado do exército dinamarquês, onde prestava serviços como intérprete de presos iraquianos. É neste ponto que a história ganha apelos mais dramáticos: à beira da morte, o rapaz pede a Jacob que o deixe ali e leve sua mochila, que contém fotos de soldados torturando os prisioneiros.
De posses dessas imagens comprometedoras, o roteirista mergulha em um paranóico jogo de intrigas políticas, em que a realidade e o roteiro que escreve passam a confundir o protagonista e o espectador. Tudo Ficará Bem é, assim, um intrincado thriller psicológico, não linear, carregado de teorias conspiratórias.
Escrito e dirigido pelo cineasta dinamarquês Christoffer Boe, que recebeu o prêmio Prix Regards Jeune de Cannes, em 2003, por Reconstrução de um Amor, este suspense traz à tona um tema explorado já à exaustão nos Estados Unidos, o da tortura em bases do exército, tal como a fórmula do protagonista neurótico. Faria mais sentido se Boe inovasse em sua narrativa dramática, o que não é o caso aqui.
Com uma trama confusa, o dinamarquês dá pistas desde os créditos iniciais sobre como pretende encaminhar seu desfecho. A começar pelas maquetes que Jacob utiliza para visualizar seus roteiros, em um exercício de perspectiva. Fato evidenciado quando o diretor de fotografia, Manuel Alberto Claro (de Melancolia), começa a usar tilt-shift, técnica que, mediante enfoques específicos, mostra planos abertos como miniaturas.
Escrito e dirigido pelo cineasta dinamarquês Christoffer Boe, que recebeu o prêmio Prix Regards Jeune de Cannes, em 2003, por Reconstrução de um Amor, este suspense traz à tona um tema explorado já à exaustão nos Estados Unidos, o da tortura em bases do exército, tal como a fórmula do protagonista neurótico. Faria mais sentido se Boe inovasse em sua narrativa dramática, o que não é o caso aqui.
Com uma trama confusa, o dinamarquês dá pistas desde os créditos iniciais sobre como pretende encaminhar seu desfecho. A começar pelas maquetes que Jacob utiliza para visualizar seus roteiros, em um exercício de perspectiva. Fato evidenciado quando o diretor de fotografia, Manuel Alberto Claro (de Melancolia), começa a usar tilt-shift, técnica que, mediante enfoques específicos, mostra planos abertos como miniaturas.
Tudo Ficará Bem, no fim, se fia mais na interpretação acurada de Jens Albinus, do que nas reviravoltas da história. Um ator que já demonstrou ser afeito a papéis complexos, principalmente em produções assinadas pelo cineasta conterrâneo Lars Von Trier, como Os Idiotas e Dançando no Escuro. Um talento inegável.
