18/08/2026
Comédia

Neve pra Cachorro

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Os estúdios Disney, mais uma vez, trazem para as telas uma história repleta de sentimentos e valores que fazem o mundo um lugar melhor para se viver. A nova comédia Neve Pra Cachorro, por exemplo, é tão singela que sequer tem vilão.

No filme, Cuba Gooding Jr. faz o papel de Ted Brooks, um dentista famoso de Miami, que recebe uma inesperada herança no Alasca. Quando descobre que a falecida era, na verdade, sua mãe biológica, parte para lá em busca de suas raízes.

É o estopim para uma sucessão de trapalhadas e acidentes que o personagem irá sofrer no decorrer da história. Afinal, ele não apenas descobre que é adotado, como cai de uma montanha, é atacado por um urso, mergulha em um lago congelado, despenca de árvores, enfrenta um gambá, é atacado por uma matilha de cães e ainda sobra tempo para cair mais uma vez da montanha. Perde-se a conta de quantas vezes ele escorrega, a gritos azucrinantes, no gelo.

Tudo isso, ao se deparar com sua herança: uma casa no meio do nada e uma temperamental equipe de cachorros puxadores de trenó. São sete huskies siberianos e um collie, que irão infernizar a vida de Brooks. A situação piora quando ele decide, para ser respeitado, aprender a conduzir o trenó com seus novos bichinhos de estimação.

Se o enredo não é lá muito original, a despreocupada coesão da história é ainda mais embaraçosa. Não se explica como uma criança do Alasca foi parar em Miami. Ou mesmo, como um dos personagens chega de táxi a lugares onde os demais só conseguiram de avião. Tudo fica muito jogado.

O que aparentemente salva o filme é o carisma de Cuba Jr. Mas as cenas não exploram o potencial do ator reconhecido por seu trabalho em Jerry Maguire - A Grande Virada e a inesquecível cena do "show me the money". O talento é, mais uma vez, apagado pelo fraco roteiro.

No entanto, o filme tem um dado positivo - além de algumas boas piadas e da simpatia de Cuba Jr. A produção é uma exceção em meio a tantos filmes sem conteúdo que apenas incutem preconceitos e mostram a violência como algo normal. Torna-se, portanto, um entretenimento saudável para a garotada em férias. (Exceto, é claro, pela participação especial de Michel Bolton na história)

Cineweb-26/7/2002

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