Não é motivo de espanto que Armadilha tenha sido hostilizado pela crítica americana quando estreou por aqueles lados. Com um limitado argumento, em que um serial killler aterroriza suas vítimas acuadas em um edifício, o roteiro traz situações tão desconfortáveis para as personagens quanto para a lógica.
É nesse contexto que o trio vai parar, de madrugada, em um caixa eletrônico localizado no meio de um estacionamento escuro e deserto, onde o termômetro marca 20 graus negativos. A despeito disso, David não vê problemas em estacionar a 50 metros de distância do caixa ou mesmo que os três entrem na edificação de vidro mal aquecida.
Antes de sair com o dinheiro, no entanto, eles percebem que, entre a porta do caixa e o carro, há um homem suspeito. Mas não acham que estão realmente em apuros até o tal estranho matar a sangue frio outro homem que andava por ali com seu cachorro – outro que não viu problema em passar por um lugar ermo, escuro e gelado, de madrugada.
Nos próximos 70 minutos, o espectador ficará entregue à tensão criada pela ameaça do serial killer do lado de fora, enquanto o trio congela dentro do banco. A tal armadilha, enfim, urdida pelo vilão, tal como mostrada nas cenas iniciais da produção.
