Patti (Patrizia Gerardi) sai pelas ruas do subúrbio de Roma, onde mora, procurando seu cachorro perdido. Volta para casa com uma menina de uns dois anos que mal aprendeu a falar ainda –e seu nome é Asia (Asia Crippa). Assim começa a saga da pequena ‘Pivellina’ que acaba adotada por uma família de artistas circenses enquanto espera que sua mãe volte para a buscar.
Patti que tem idade para ser avó de Asia tem cabelos tingidos de vermelhos e desbotados, é pragmática e carinhosa. Cuida da menina como se fosse sua, e quando seu marido (Walter Saabel) sugere chamar a polícia, ela se nega, pois crê que a mãe virá buscar a garota. Vivendo de forma ilegal há décadas num trailer num terreno abandonado, ela conta com a ajuda de Tairo (Tairo Caroli), o vizinho de 14 anos que também se afeiçoa pela menina.
No filme da dupla ítalo-austríaca Tizza Covi e Rainer Frimmel não há espaço para redenções das classes menos favorecidas. Os diretores acompanham o dia-a-dia daquele grupo e as mudanças trazidas com a chegada da garotinha. Em certos momentos, lembra algo dos irmãos Dardenne, mas sem o rigor estético.
Os personagens levam os mesmos nomes dos atores e, não apenas isso, sugere que muitos dos episódio que vivem ali já experimentaram de forma semelhante em sua vida – um exemplo é o número com facas que Patti e seu marido fazem com perfeição. Talvez exatamente por isso, o elenco está muito a vontade – especialmente Asia e Tairo.
