Se, em seu filme de estréia, Masagão uniu imagens à palavra escrita e transitou sobre os fatos mais importantes do século XX, com ênfase em pequenos e grandes personagens, aqui ele apelou para estereótipos como o do "macho brasileiro" e o da "amélia" para focar a conhecida guerra dos sexos. Sem abandonar as famosas estatísticas que estruturaram Nós que Aqui.. e que despertaram nos espectadores, ora o riso ora a atonia, o filme se perde basicamente com um elemento que não havia no anterior, a palavra falada.
Os depoimentos não conseguem dar consistência a uma trama já inicialmente perdida. Nem a inserção das reações dos principais personagem que povoam o documentário, exibido individualmente quando a fita estava semipronta, conseguiu elevar a qualidade do material captado. Nem Gravata Nem Honra acabou transformado em algo sem pretensão e desprovido de uma tese sobre a discussão iniciada no tempo do Paraíso.
Cineweb-29/3/2002
