O escritor Ellison Oswald (Ethan Hawke) fez uma carreira expondo erros da polícia. Escreveu um livro de sucesso, e desde então seus romances do gênero ‘true crime’ amargam nas prateleiras. Ele está tão desesperado que pretende sozinho resolver um caso complicado para o qual a polícia não tem qualquer pista.
Trata-se do homicídio brutal de uma família: a mãe, o pai e duas crianças. Fora isso a filha, ephanie (Victoria Leigh), desapareceu. Ellison, então, se vale de seus métodos próprios para investigar o crime que pode reacender sua carreira. Um filme caseiro que mostra imagens desse crime servirá como ferramenta para o escritor.
Para mergulhar (talvez literalmente) nos crimes, Ellison se muda para a casa onde ocorreram – e leva sua família junto. Até então, nos casos anteriores, ele se contentava em morar nas proximidades – mas, agora, quer estar na cena do crime. Ele encontra uma caixa com mais filmes familiares e todos tão sinistros quanto o original.
Bebendo uma garrafa de uísque, Ellison assiste aos filmes, e percebe que deverá levar sua família para bem longe daquele lugar. Sua mulher (Juliet Rylance) e os filhos até tentam ser compreensivos e deixarem que o escritor trabalhe, mas eles poderão ser a primeira vítima se houver alguma maldição ou força sobrenatural atuando naquela casa.
Ao contrário de filmes do gênero ‘gravações encontradas’, A entidade não faz destas sua razão de ser, embora elas sejam o ponto departida. Ellison é um personagem que perde a razão na medida em que mergulha no universo escabroso dos filmes de 8 mm que encontra. Pode até se fazer um paralelo entre este personagem e o de Jack Nicholson em O iluminado também um escritor consumido por crimes e alguma força sobrenatural. Mas Hawke está longe de criar um personagem repleto de nuances como o de Nicholson – nem o diretor Scott Derrickson (O exorcismo de Emily Rose) tem qualquer faísca de genialidade de Stanley Kubrick.
