Talvez seja apenas uma moda passageira, como tantas outras, ou mesmo um novo subgênero, mas João e Maria: Caçadores de Bruxas é mais um longa que vem se juntar a série de adaptações sombrias (e desnecessárias) de contos de fadas dos últimos anos. Depois de A garota da capa vermelha e Branca de Neve e o Caçador, chegam João e Maria – mas, como reza a cartilha das adaptações contemporâneas, é preciso trazer algo de sombrio e sanguinolento (que, não por acaso, rima com sonolento) para a história.
Aqui, passaram-se anos desde que João e Maria fugiram da casa de doce da bruxa, descobriram que os pais morreram, e se tornaram caçadores de bruxas, que andam pela Europa ganhando a vida matando essas mulheres más. Os irmãos são interpretados por Jeremy Renner (O Legado Bourne) e Gemma Arterton (Príncipe da Pérsia - As Areias do Tempo), que aos 42 e 27 anos não são bem os personagens infantis que todos temos em mente – mas esse, claro, é o menor dos problemas.
Dirigido por Tommy Wirkola (co-autor do roteiro com Dante Harper), o longa mais parece um protótipo de videogame no qual ganha quem matar mais bruxas. Há algumas desculpas para que o filme se prolongue por 90 minutos, que parecem muito mais. João e Maria são convocados a salvar uma pequena cidade onde crianças estão sendo sequestradas – talvez pela bruxa má local, chamada Muriel, e interpretada por Famke Janssen.
Chegando ao local salvam uma moça de queimar na fogueira, pois ela era acusada de bruxaria. Tall (Zoe Bell) será fundamental para os irmãos na luta contra Muriel que está organizando uma festa para feiticeiras de todo o mundo quando a Lua ficar vermelha dali a pouco tempo. Também conhecem seu fã número 1, Ben (Thomas Mann), que vai ser muito útil na hora de derrotar a bruxa má.
Enquanto não chega a festança das bruxas, o filme precisa de alguma coisa para entreter o público, então, lá se vão golpes de artes marciais (Maria, especialmente, luta muito bem), e muitos tiros com armas sofisticadas e gigantescas. É o tipo de filme que quem faz se diverte bem mais do que quem assiste, porque é igual ver alguém jogando videogame – não tem muita graça. Já a exibição em 3D não se justifica – seja pelas escolhas estéticas do diretor (sempre óbvias em tons escuros de marrom e sépia) ou por seus efeitos. Seu final, todavia, aponta para o começo de uma franquia – mas tudo depende de se esse filme fizer sucesso. Download site rips for free
