A animação espanhola As aventuras de Tadeo, que estreia em exibições convencionais e 3D, não deixa nada a dever aos americanos nos quesitos técnicos. Embora a trama seja um tanto convencional, o filme funciona como uma aventura para o público infantil.
Protagonizado por um personagem que é uma clara homenagem a indiana Jones – seu nome é, aliás, Tadeo Jones – apresenta os elementos costumeiros no gênero, como animais fofinhos e engraçadinhos, e o personagem cômico, que é um peruano apaixonado por telenovelas e muambeiro, que sempre tem alguma geringonça no bolso para vender.
Desde criança, Tadeo sonha ser um arqueólogo, mas acaba trabalhando como pedreiro. Por ser muito distraído, perde o emprego. Por conta de uma série de acidentes, acaba indo para o Peru, onde irá procurar um tesouro perdido em Machu Picchu.
Além de realizar seu sonho, passando-se por arqueólogo, Tadeo conhece Sara, arqueóloga e filha de um professor. Será também a chance de encontrar com seu ídolo, o pesquisador mais famoso do mundo, Max Mordon. Mas uma gangue também se mostra interessada na relíquia que leva ao mapa do tesouro perdido e persegue o protagonista e seus amigos.
O que há de melhor em As aventuras de Tadeo é fugir dos cenários norte-americanos e seus personagens. Ao trazer a história para a América do Sul, o diretor, Enrique Gato, aproveita um cenário praticamente inédito em filmes infantis, como as pirâmides e os temas Incas.
Indicado a 5 Goyas – o Oscar espanhol –, entre eles, melhor diretor estreante, animação e roteiro, o longa foi uma das maiores bilheterias em seu país no ano passado.
