Na Monstrolândia, tudo corre tranquilo na Monstros S.A., a empresa que se encarrega do abastecimento de energia, obtido dos gritos de medo das crianças à noite, quando seus seres assustadores invadem seus quartos. O mais bem-sucedido deles é Sulley. Mas sua paz acaba quando uma menininha, Boo, invade o mundo dos monstros e ele tenta mandá-la de volta pra casa.
- Por Neusa Barbosa
- 07/02/2013
- Tempo de leitura 2 minutos
Doze anos depois de sua estreia original, em 2001, e preparando o lançamento de uma sequência – Universidade Monstros, prevista para junho próximo – a animação Monstros S.A. ganha novamente as telas em todo o país, agora na versão 3D.
É rigorosamente o mesmo filme, que ganha, assim, um teste para ver se o encanto da novidade da ideia original de Pete Docter resiste ao tempo, além do procurado esforço para apresentar a história e os personagens a novas plateias, particularmente as infantis. O desenho, aliás, circula somente na versão dublada, que é bastante competente, embora nos prive das magistrais interpretações vocais de atores como John Goodman, Billy Crystal e Jennifer Tilly.
Assim, estão de volta Sulley e Mike Wazowski, respectivamente, o monstro mais assustador de Monstrolândia e seu assistente, a mais bem-sucedida dupla da empresa Monstros S.A. O conglomerado empresarial responde pelo abastecimento energético da cidade, que é garantido pela captura dos gritos emitidos pelas crianças que esses monstrinhos, no fundo, inofensivos, assustam ao invadir suas casas noite após noite.
A grande sacada da história é esse retrato irônico do mundo empresarial, povoado de monstros, inofensivos ou não – caso do chefão maior, Henry Waternoose, um ser cheio de olhos e patas.
O equilíbrio desse mundo bizarro é rompido quando uma criança, a menininha Boo, o invade – o que cria o pavor de uma “contaminação”. Reza a lenda na Monstrolândia que nada pode ser trazido do mundo dos humanos, nem mesmo uma meia ou brinquedo, sem que entre em cena uma escandalosa desinfecção, realizada por um pelotão de monstrengos vestidos de amarelo.
Contra toda lógica, o monstrão Sulley se apega à menininha, e vice-versa. Figurinha rara, ela arrasa com toda a rotina da vida dele e do amigo Wazowski, que vão lutar contra colegas realmente vilões na tentativa de devolver Boo ao seu lar.
Funcionam melhor para o 3D as sequências que mostram o cenário geral, como o grande ambiente da empresa – especialmente, as que mostram as portas pelas quais os monstros invadem os lares infantis. A melhor delas acompanha a vertiginosa jornada de Sulley, Wazowski e Boo, pulando de uma porta a outra, muito acima do chão, perseguidos por um inimigo perigoso de todos eles.
Acompanha o longa o delicioso For the Birds, Oscar de curta de animação 2001.
