Oito estudantes vão para uma discoteca para uma noite regada a música e drogas. Em meio às badalações, fica difícil de entender porque eles deixam o descontraído lounge do local para se refugiar num aposento escuro cujo único móvel é uma mesa. É aí que a história, se é que se pode chamar assim, começa. O grupo consegue um copo e recorta as letras do alfabeto para brincar de mesa de Ouiji, também conhecida como "brincadeira do copo". Reza a lenda que, se alguém retirar o dedo antes do espírito evocado voltar para o Além, ele passa a assombrar seus libertadores. O mais problemático dos meninos, claro, liberta o tal espírito das trevas que passa a perseguir e matar os participantes.
Tendo como personagens representantes da geração que escapou da palmatória e que, para decorar a tabuada, tinha de repetí-la incansavelmente, o filme parece seguir a regra dos professores primários de matemática e recapitula quinhentas vezes para fazer seu espectador entender porque o espírito persegue a molecada, como ele foi libertado e outras coisas do gênero. Agora, a trilha sonora comprova a tese de que qualquer surpresa é ótima na vida de um pessimista e tenta amenizar a agonia daqueles que foram desavisados ao cinema. Roni Size, Neil Barnes (Leftfield) e Avalanches são alguns dos motivos sobrenaturais que salvam a sessão de O Jogo dos Espíritos do fiasco total.
Cineweb-28/6/2002
