Filhote de uma famosa história em quadrinhos, que já virou série de animação na TV francesa, Titeuf – O Filme coloca na tela o personagem criado pelo desenhista Zep, diretor e roteirista do filme, na tela grande.
Trata-se de um menino de 8 anos que vive intensamente os problemas da idade, em casa e na escola. No momento, seu drama é que os pais estão pensando em divórcio. A mãe partiu para a casa da avó, no campo, para “refletir”.
Na escola, o tímido Titeuf gostaria de atrair a atenção de Nádia, a menina mais bonita de sua classe. Mas é claro que suas brincadeiras um tanto desajeitadas só fazem desagradá-la. E ele descobre que não foi convidado para a festa do aniversário dela.
Boa parte do filme acompanha as mil manobras do garotinho para ser, afinal, convidado para essa festa – para o que ele tem que envolver até mesmo seu pai. O diferencial de Zep é que ele consegue colocar-se realmente na mente de um menino de 8 anos, vendo as coisas do seu ponto de vista – às vezes até demais, haja visto alguns incidentes escatológicos ao longo do caminho.
Alguns bons momentos são proporcionados quando as imagens acompanham as fantasias de Titeuf, imaginando-se na pré-história, num futuro no espaço, enfrentando o temível Mugul, e no velho Oeste, em que encontra um aventureiro que se parece muito com o ídolo roqueiro francês dos anos 60 Johnny Halliday.
Certamente, Titeuf – O Filme é direcionado para um público bem miúdo, o que torna a tarefa dos adultos acompanhantes um tantinho mais árdua. Mas, no geral, o filme é engraçadinho e bem-realizado.
