04/09/2026
Documentário

Xico Stockinger

Uma entrevista com Xico Stockinger – morto em 2009 – é o fio condutor desse documentário que traça um painel de sua carreira.

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Em seu primeiro documentário, Frederico Mendina faz uma escolha acertada. O longa é sobre Xico Stokinger, artista plástico austríaco naturalizado brasileiro, conhecido por suas esculturas em bronze. O diretor faz uma boa escolha ao deixar Stockinger contar sua trajetória, desde a mudança para o Brasil, e os primeiros contatos com a arte, para depois falar sobre seus métodos de trabalho, relação com a crítica, entre outros temas.
 
Xico morreu em 2009, e o filme resgata imagens de arquivo, e até se vale de animações para ilustrar alguns momentos. O fio condutor é uma longa entrevista, na qual o artista faz confissões como: “Nunca esperei ser artista, meu sonho era ser piloto de avião. Mas sempre gostei de desenhar”. Autodidata, aprendeu trabalhando. Em sua arte, trabalhou também com xilogravuras, mas suas obras mais famosas são mesmo as esculturas, como o Monumento a Carlos Drummond de Andrade e Mário Quintana, em Porto Alegre, e Granito e Aço Inox, na Praça da Sé (SP).
 
Xico Stockinger é um documentário delicado que está preocupado em deixar seu tema – o artista – livre para falar. A montagem segue a ordem cronológica da trajetória do entrevistado, que parece bastante confortável ao relembrar o passado. Além dele, o curador do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), José Francisco Alves, e o crítico Paulo Herkenhof dão depoimentos pontuais que ajudam a situar Stokinger no panorama da arte brasileira.
 
Mendina mescla as formas criadas pelo artista com as entrevistas, reforçando com as imagens o depoimento do entrevistado. O documentário é bastante eficiente em apresentar a produção de Stockinger – especialmente para o público que não conheçe seu trabalho.
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