A animação espanhola Justin e a Espada da coragem vai buscar nas origens da tradição literária de seu país – o romance de cavalaria – o tema para esse filme produzido por Antonio Banderas. O personagem-título vive num reino governado pela lei, onde os cavaleiros foram banidos pela Rainha.
Justin é filho do maior jurista de sua terra, que sonha ver o filho estudando direito e seguindo seus passos depois que aposentar. Mas, o menino quer ser um cavaleiro, como o avô, que foi o último deles – e morreu traído por um colega. Contrariando ao pai, o protagonista sai em uma jornada em busca dos 3 homens que vivem numa torre e podem o treinar e o transformar num verdadeiro cavaleiro.
Em seu caminho, o menino cruza com uma garota destemida, e hostilizada por grandalhões sem muito cérebro. Ela trabalha numa taverna ao moldes das redes de fast-food que existem no nosso mundo, e se chama Talia - certamente, o que há de melhor no filme. Eles se tornam aliados, e ela o ajudará a conquistar o coração de Lara, patricinha mimada, a quem Justin vê como uma donzela em perigo.
A direção burocrática e pouco criativa do espanhol Manuel Sicilia, e a trama cansativa e previsível não são salvas pelos personagens engraçadinhos, e as referencias à cultura pop contemporânea soam deslocadas – uma tentativa de fazer algo como, digamos, Shrek que parece não ter dado muito certo aqui.
