O documentário do diretor Valério Fonseca faz uma crônica a partir da visão de profissionais e apaixonados pelo esporte. Ao abordar sua origem até a situação dos atuais atletas e seus clubes (alguns em franca decadência), traça uma linha do tempo, muitas vezes didática, do remo carioca.
No rol de entrevistados, Fonseca traz algumas figuras históricas, como o ex-atleta Harri Klein, testemunha do massacre realizado pelo grupo terrorista Setembro Negro, então facção da Organização para a Libertação da Palestina, que assassinou 12 atletas israelenses durante a Olimpíada de Munique (Alemanha) em 1972.
O diretor também dá voz ao para-atleta Isaac Ribeiro, medalha de prata na Regata Internacional de Gavirate, na Itália, apontando para o sonho dos profissionais que ainda se dedicam ao esporte, apesar dos dificuldades que o esporte passa no Rio de Janeiro. Basta ver o depoimento dos sócios dos clubes centenários (entre eles Boqueirão, Santa Luzia, São Cristóvão) que revelam quão precárias podem ser as instalações sem apoio público mais numeroso.
Quase institucional, o documentário ganha por sua trilha sonora (que mescla na produção batidas de hip-hop e bossa-nova assinadas pelo DJ Marco) e nos momentos contemplativos que Fonseca dedica ao esporte. O diretor ainda levanta algumas críticas à administração pública, que permite por exemplo, a apropriação comercial do Estádio de Remo da Lagoa Rodrigo de Freitas, tal como a alta mortandade (e frequente) de peixes no local, graças à poluição, que impede a prática dos atletas e amadores.
Com desfecho poético, o primeiro longa-metragem de Fonseca é uma ode ao remo carioca, com referência ao antigo álbum de figurinhas “Amar é...”. No entanto, ao se ater ao Rio de Janeiro e (apressadamente) Natal, perde em não situar sua paixão no mapa brasileiro – ou mesmo no mundo- e fazer desta história algo tão ostensivamente local.
O diretor também dá voz ao para-atleta Isaac Ribeiro, medalha de prata na Regata Internacional de Gavirate, na Itália, apontando para o sonho dos profissionais que ainda se dedicam ao esporte, apesar dos dificuldades que o esporte passa no Rio de Janeiro. Basta ver o depoimento dos sócios dos clubes centenários (entre eles Boqueirão, Santa Luzia, São Cristóvão) que revelam quão precárias podem ser as instalações sem apoio público mais numeroso.
Quase institucional, o documentário ganha por sua trilha sonora (que mescla na produção batidas de hip-hop e bossa-nova assinadas pelo DJ Marco) e nos momentos contemplativos que Fonseca dedica ao esporte. O diretor ainda levanta algumas críticas à administração pública, que permite por exemplo, a apropriação comercial do Estádio de Remo da Lagoa Rodrigo de Freitas, tal como a alta mortandade (e frequente) de peixes no local, graças à poluição, que impede a prática dos atletas e amadores.
Com desfecho poético, o primeiro longa-metragem de Fonseca é uma ode ao remo carioca, com referência ao antigo álbum de figurinhas “Amar é...”. No entanto, ao se ater ao Rio de Janeiro e (apressadamente) Natal, perde em não situar sua paixão no mapa brasileiro – ou mesmo no mundo- e fazer desta história algo tão ostensivamente local.
