03/06/2026
Drama

Oslo, 31 de agosto

Anders tem problemas com as drogas, e está passando por um tratamento. Por um dia, no entanto, ele tem a permissão para deixar a clínica, fazer uma entrevista de trabalho e visitar os amigos.

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O drama norueguês Oslo, 31 de agosto parte de dois princípios narrativos bastante comuns: “um dia na vida” e o “e agora?”. Protagonizado por Anders (Anders Danielsen Lie), o filme acompanha sua jornada durante um dia quando deixa a clínica de reabilitação momentaneamente para uma entrevista de trabalho. Pelas ruas de Oslo, ele reencontra pessoas, interage com outras, e vive novas e velhas experiências (com cara de novas).
 
Esse não é um filme sobre o vício, nem sobre como o abandonar, mas sobre as perspectivas da vida diante de um momento pós-alienação. O que Anders, com 34 anos, tem pela frente? Quais são suas possibilidades a partir do momento que terminar o programa de desintoxicação e tiver de sair de vez para o mundo?
 
Inspirado num romance francês de 1931, adaptado pelo diretor e corroteirista Joahim Trier e Eskil Vogt, o filme se constrói nos pequenos gestos, nas longas conversas, na ansiedade que consome o personagem. Ao final, mais do que se livrar do problema com as drogas, percebe-se que Anders precisa saber aceitar que teve um problema e lidar com esse fato que sempre existirá em seu passado – e assim, exorcizar esse fantasma e seguir em frente.
 
Trier – segundo a Wikipedia, um parente distante de Lars von Trier – filma com delicadeza e atenção aos detalhes que compõem não apenas a narrativa, mas também a vida em Oslo, essa mesma vida à qual Anders quer tanto se readaptar.
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