03/06/2026
Ação

13° Distrito

Em uma Detroit no futuro, as áreas com mais criminalidade são isoladas em um distrito fortificado, chefiado pelo criminoso Tremaine Alexander. Quando uma bomba nuclear cai nas mãos do vilão, o policial Collier deverá se infiltrar no local para desativá-la.

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Antes de morrer em um acidente de carro no final de 2013, o ator Paul Walker já havia terminado de rodar 13° Distrito (Velozes e Furiosos 7 ainda continuava), refilmagem de produção homônima francesa de 2004, roteirizada por Luc Besson. E estas parecem ser as únicas razões para este filme ser lançado no Brasil.

Com um sucesso de público modesto na França e ínfimo ao redor do mundo, o original ainda teve uma sequência em 2009 tão irregular quanto o primeiro. Mesmo assim, Luc Besson encontrou nos EUA quem quisesse se arriscar em uma versão americana. Resultado: o filme não conseguiu nem se pagar por lá.

Com a história adaptada para os Estados Unidos, troca-se Paris por Detroit. Em algum lugar do futuro, a periferia da cidade é isolada e são construídos muros para separar ricos e pobres. O Distrito 13, como fica conhecido o local fortificado, é praticamente outra cidade, sob as leis dos criminosos liderados por Tremaine Alexander (o produtor e rapper RZA).

Aqui, há duas narrativas paralelas. A primeira é de Lino (o francês David Belle que fez o mesmo papel no original e aqui é dublado por Vin Diesel, porque não fala bem inglês), que mora no distrito e acaba sendo perseguido pelo vilão. Para encontrá-lo, Alexander sequestra a namorada do rapaz (Catalina Denis). Antes de salvá-la, acaba preso do lado de fora do 13°, graças à conivência de policiais corruptos.
 
Em seguida é apresentado o oficial Damien Collier (Walker), que trabalha como agente infiltrado em grupos de narcotraficantes. Por mérito, é escolhido pelo prefeito de Detroit para uma missão perigosa: uma bomba de nêutrons caiu nas mãos de Alexander e ele deve ir até o Distrito para desativá-la, antes que toda a cidade seja destruída.
 
Collier arma um plano para resgatar Lino, para que este o ajude a entrar no 13° e localizar o explosivo. As mesmo tempo, auxilia o rapaz a encontrar e resgatar sua namorada. O que eles não sabem é que o prefeito tem seus próprios planos diabólicos.

Com cenas de ação nada além de convencionais, a história tem tantos buracos que é praticamente impossível levá-la a sério. Chega a ser engraçado quando Alexander coloca o dispositivo nuclear em um foguete para jogá-lo de volta, ou as reuniões entre o prefeito e empresários para lá de maus (brindando a morte de centenas de pessoas) e a falta de cidadãos no Distrito 13.

Luc Besson, que escreve roteiros de ação em ritmo industrial (já anunciou o sexto Carga Explosiva e o terceiro Busca Implacável), tem uma produção irregular, como se vê aqui. Até mesmo a crítica nada velada a políticas de exclusão de governos, que não asseguram direitos básicos às zonas periféricas, cai no vazio.

Pelo menos, o trabalho de Paul Walker não termina com esta produção, mas sim no sétimo Velozes e Furiosos (franquia que o tornou famoso), cujas filmagens serão concluídas com a ajuda de seus irmãos Caleb e Cody nas cenas finais. A estreia está prevista para abril de 2015.
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