A chegada de Roque (Esteban Lamothe) a Buenos Aires para estudar na Universidade local é o ponto de partida para uma série de mudanças na vida desse rapaz ingênuo para um jovem politizado. Logo de cara se depara com uma partidarização do movimento estudantil e conhece uma professora que luta por reformas, chamada Paula (Romina Paula).
É a beleza da moça que chama a atenção de Roque – não o discurso político dela. Mas à medida que se envolve com ela, também começa a se adentrar nas questões políticas. Surge então o debate que parece bastante presente na política argentina: a esquerda do passado, relacionada a Péron, e a juventude também de esquerda, mas que não vê com bom olhos o populismo peronista.
Santiago Mitre – que roteirizou e dirigiu o longa – foi parceiro de Pablo Trapero, em Leonera, Abutres e Elefante Branco. Aqui estreando na direção de longas, transforma a política de seu país num tema universal, ao se concentrar não apenas no processo e peculiaridades da questão, mas investigar como a política entra na vida das pessoas.
Quando Roque se torna amigo de Acevedo (Ricardo Felix), Roque percebe que o jogo da política é mais complexo, ao mesmo tempo tão familiar para todos nós. Logo ele está subindo nas posições do partido do qual faz parte, e se torna uma espécie de homem de confiança de Acevedo.
Ao usar o conflito político dentro do campus universitário, Mitre emerge com uma metáfora sagaz sobre a realpolitik que dita os parâmetros da Argentina, do mundo. Logo se percebe que com o jogo de cintura de Roque, não demorará muito para se tornar uma estrela da política – aquela fora do campus mesmo.
