Baseado no livro homônimo do escritor mineiro Fernando Sabino (1923-2004), no qual inseriu memórias de sua infância em Belo Horizonte da década de 1930, o filme retrata as aventuras do jovem Fernando (Lino Facioli). Com oito anos, sua criatividade é tão aguçada quanto sua capacidade de envolver-se em encrencas.
Líder de seu grupo de amigos, seu sonho é ter um sósia que arque com seus deveres familiares e escolares, ao mesmo tempo em que assuma a responsabilidades pelas estripulias. Enquanto seu pai (Solano) é indulgente com seu comportamento, sua mãe (Regiane Alves) já cogita enviá-lo para um colégio interno militar.
É nesse contexto em que sua imagem no espelho ganha vida para se tornar Odnanref (seu nome ao contrário). Com um duplo obediente, o menino passa a aproveitar suas tardes em pescarias, ou puro ócio, e desvendar os mistérios de uma casa mal-assombrada. Tudo isso, porém, até Odnanref assumir o controle da vida de ambos.
Quase nostálgica, a produção fala de uma época contrária à tecnológica, repleta de games, tablets e computadores. Na visão do diretor (que também assina o roteiro), a história remete o espectador a uma infância mágica, em que o espaço do brincar (a rua, a praça, o quintal) ainda era imprescindível. Uma mensagem, enfim, a todos os pais também.
