16/06/2026
Comédia

Tá Todo Mundo Louco

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Quando Hollywood escala um numeroso elenco de comediantes para um filme, não significa necessariamente que a platéia será exposta a uma overdose de piadas durante duas horas seguidas. Pode ocorrer o inverso e os expectadores arriscados a morrer de tédio. Em Tá Todo Mundo Louco, dirigida por Jerry Zucker, os atores cutucam o tempo todo a platéia em busca de riso fácil, talvez para compensar o fato de que as piadas sejam estúpidas.

Ingrata a missão a de Rowan Atkinson, John Cleese, Whoopi Goldberg, Cuba Gooding Jr, entre outros menos engraçados, escalados para um revival de Deu a Louca no Mundo. O que se pretende é uma seqüência de situações hilariantes durante uma busca por um tesouro escondido na qual um grupo de pessoas usará de todos os artifícios e golpes baixos para ficar com o dinheiro.

O dono de um cassino, interpretado por John Cleese, propõe a várias pessoas que estão em sua casa de jogos a participação em uma competição diferente: encontrar um saco com US$ 2 milhões trancado num armário de uma estação ferroviária do interior. Todos recebem uma cópia da chave que abre o armário, mas somente quem chegar primeiro terá direito ao prêmio. Inicialmente todos recusam o desafio, mas a cobiça fala mais alto e todos partem atrás do tesouro. Mas eles não sabem que o empresário reuniu um grupo de apostadores que jogarão a dinheiro nas possibilidades de cada um.

Como na Corrida Maluca do desenho animado, cada personagem tem sua dose de extravagância: Vera Baker (Whoopi Goldberg) e Merril (Lanai Chapman) são mãe e filha que mal se conhecem e se reencontram no cassino; Cuba Gooding Jr. é um árbitro de futebol que fez uma lambança num jogo e não pode ser visto pelos torcedores, sem despertar instintos homicidas; Rowan Atkinson é um imigrante italiano, inspirado no personagem Mr. Bean; Breckin Meyer é um advogado certinho apaixonado por uma piloto de helicópteros (Amy Smart) à beira de um ataque de nervos, e assim por diante.

O filme tem algumas boas sacadas (como o ônibus lotado de mulheres vestidas de Lucille Ball que vão para uma convenção de I Love Lucy), mas se perde no uso exagerado de situações supostamente cômicas. O final, politicamente correto em demasia, parece uma prova da inabilidade do diretor em fechar a história de forma mais convincente.

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