03/06/2026
Romance Drama

Mão na Luva

Silvia e Lucio são casados há 13 anos. Na noite da grande crise que determina sua separação, quem sabe definitiva, eles dividem segredos, mágoas, traições e também as lembranças de sua vida a dois.

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Baseado numa peça de Oduvaldo Vianna Filho, o Vianninha, de 1966, Mão na Luva, codirigido por José Joffily e Roberto Bomtempo, o filme não nega suas origens – na verdade, tenta tirar proveito da limitação de cenário e personagens (embora não se restrinja à casa e ao casal de protagonistas). O clima um tanto claustrofóbico e engessado da ação pode ser lido como um sintoma, uma materialização dos últimos suspiros da relação entre Lúcio e Silvia (Miriam Freeland, vencedora do prêmio de Melhor Atriz no FestNatal).
 
Em sua última noite juntos, os dois repensam a relação e os caminhos que os levaram até ali. O filme é uma longa discussão de cerca de 70 minutos. Não é novidade o tema ou a forma – e isso não é difícil de esconder, embora o texto de Vianninha possa ser bastante atraente.
 
O filme tenta fazer uma espécie de radiografia da ascensão e queda da felicidade do casal, alternando passado (feliz) com o presente (infeliz), e a discussão deles ruma a tentar compreender o que aconteceu. Além disso, o ar contemporâneo (talvez atemporal) do filme nem sempre condiz com coisas ditas, que parecem pertencer apenas à época da primeira montagem da peça. Como todo casal, Silvia e Lucio viveram altos e baixos, e, nesse sentido, o filme não consegue trazer o peculiar deles.
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