Fernandinho é um garoto hiperativo que ganha de seu pai um livro: O Capitão Tormenta. Ao descobrir que o personagem acaba preso na Rússia, ele resolve armar sua equipe de resgate, que conta com ele e mais dois brinquedos. Milagrosamente encolhidos, entram num pequeno avião vermelho para irem até o outro lado do mundo.
- Por Alysson Oliveira
- 08/12/2014
- Tempo de leitura 2 minutos
A animação nacional As Aventuras do Avião Vermelho conquista pelo lúdico, pela ingenuidade – seja nos traços do desenho, na narrativa ou no caráter de seu protagonista, Fernandinho (dublado por Pedro Yan). Baseado em romance de Érico Veríssimo, de 1936, o filme adapta as situações ao presente, quando computadores e jogos eletrônicos disputam a atenção infantil com brinquedos e brincadeiras menos modernas.
Fernandinho é uma criança hiperativa, segundo ele mesmo, que vive com o pai (Sérgio Lulkin) e a empregada, Josefina (Zezeh Barbosa). Inferniza a vida dos animais da vizinhança, inventa mil coisas para não se entediar – e, ainda assim, chega uma hora que fica sem saber o que fazer para passar o tempo. Não tem amigos na escola. Seus únicos companheiros são um boneco de madeira, Chocolate (Lázaro Ramos), e um urso de pelúcia (Wandi Doratiotto).
O pai tem uma relação um tanto distante com o menino, tentando conquistá-lo com brinquedos, sempre sem muito sucesso, até que resolve lhe dar um livro de sua infância, “O Capitão Tormenta”. É paixão à primeira vista, mas frustração também, ao saber que o protagonista do livro está preso na Rússia.
Acompanhado do Chocolate e Ursinho, Fernandinho arma uma expedição para salvar seu herói. Munido de um pequeno avião vermelho (Milton Gonçalves), e milagrosamente encolhido, o trio embarca nessa missão arriscada.
Uma das primeiras – e melhores – paradas de Fernandinho e sua equipe é na Lua, onde descobrem que tudo é dito ao contrário. Quando alguém lhe deseja “Mau Dia”, na verdade, está dizendo “Bom Dia”.
É nesse humor ingênuo que está calcado o filme dirigido por Frederico Pinto e José Maia, que resgata uma infância à moda antiga, materializando esse clima no traço e colorido. Distante de uma experiência mais radical, como O Menino e o Mundo, outra animação nacional lançada neste ano, As Aventuras do Avião Vermelho prova que é possível ser simples sem ser raso ou tolo.
