Destaque na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo em 2014, quando foi eleito pelo público o melhor documentário brasileiro, Cássia Eller é uma homenagem à cantora, falecida em 2001 no auge de sua carreira. Um trabalho de quatro anos do documentarista Paulo Henrique Fontenelle, do premiado Loki - Arnaldo Baptista, que, com o apoio da família, fez uma obra sem filtros sobre a artista.
Nas múltiplas imagens de arquivo e nas vozes dos entrevistados (amigos, produtores, críticos, amores e o filho, Francisco Eller, o Chicão), o diretor vai a fundo na persona, esmiuçando suas facetas e, nelas, as contradições. Se no palco mostrava um temperamento explosivo, mantinha na intimidade uma docilidade de encanto.
Fontenelle faz um trabalho ágil com o material que tem nas mãos. Mostra as transformações de Cássia, de cantora de teatro à roqueira punk, com igual atenção aos detalhes, jogando o espectador (mesmo o não fã) no desconhecido da intérprete. E o faz linearmente, em uma cinebiografia musical.
Como teve o apoio de Maria Eugênia Vieira Martins, companheira da cantora e guardiã de seu trabalho e do filho Chicão, o diretor também fala abertamente de temas mais espinhosos. Para além do uso de drogas, revela quem foi o pai de Chicão (um segredo de Cássia), dos casos extraconjugais, do sensacionalismo desinformado da imprensa sobre sua morte (morreu de infarto, mas publicou-se overdose) e da briga judicial pela guarda do filho que Maria Eugênia travou com o pai da cantora.
Nas múltiplas imagens de arquivo e nas vozes dos entrevistados (amigos, produtores, críticos, amores e o filho, Francisco Eller, o Chicão), o diretor vai a fundo na persona, esmiuçando suas facetas e, nelas, as contradições. Se no palco mostrava um temperamento explosivo, mantinha na intimidade uma docilidade de encanto.
Fontenelle faz um trabalho ágil com o material que tem nas mãos. Mostra as transformações de Cássia, de cantora de teatro à roqueira punk, com igual atenção aos detalhes, jogando o espectador (mesmo o não fã) no desconhecido da intérprete. E o faz linearmente, em uma cinebiografia musical.
Como teve o apoio de Maria Eugênia Vieira Martins, companheira da cantora e guardiã de seu trabalho e do filho Chicão, o diretor também fala abertamente de temas mais espinhosos. Para além do uso de drogas, revela quem foi o pai de Chicão (um segredo de Cássia), dos casos extraconjugais, do sensacionalismo desinformado da imprensa sobre sua morte (morreu de infarto, mas publicou-se overdose) e da briga judicial pela guarda do filho que Maria Eugênia travou com o pai da cantora.
Mesmo com os dramas incorporados ao roteiro, fica-se, no fim, com a irreverência e genialidade desta intérprete, icônica na música brasileira. “A Cássia Eller faz um pouco parte da trilha sonora do Brasil e das nossas vidas também”, acredita Fontenelle.
