03/06/2026
Documentário

Marcas da Água

Em diversos lugares do mundo – indo dos Estados Unidos e México à Índia e China – esse documentário levanta a questão do mal-uso da água, um bem não renovável que parece estar com os dias contados.

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Marcas da Água é um documentário repleto de boa vontade, mas muito pouco além disso. O tema central do filme da documentarista Jennifer Baichwal e do fotógrafo Edward Burtynsky é o uso da água ao redor do mundo – e com isso, o desperdício de um recurso não renovável. O tema não é novidade, e nem desconhecido – que o digam os paulistas, por exemplo – mas a abordagem dos diretores é pelo prisma do impacto visual. As imagens – como um rio seco no México e um reservatório na China – impressionam, mas, por si mesmas. não são capazes de despertar qualquer debate mais crítico.
 
O enfoque estético transita entre a fascinação e horror, uma fábrica evoca uma distopia que assusta. O Rio Colorado, seco no México, forma uma paisagem bela e impressionante – mas não levamos em conta os problemas causados por essa seca. Ao mesmo tempo, mostra um balé formado por fontes do cassino Bellagio, em Las Vegas. É esse contraste que o filme pretende apontar, além de questionar se existe uso consciente da água.
 
A questão que parece escapar a Baichwal e Burtynsky, em especial, é a contextualização, o que acaba impedindo o filme de fazer um comentário mais crítico, embora o argumento seja claro: estamos utilizando mal a pouca água que nos resta. Já a questão do aquecimento global, outra realidade diretamente relacionada, é tratada de passagem no comentário de um entrevistado apenas.
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