O casal Antonio Ignácio da Silva e Durvalina Gomes de Sá viveram por 50 anos em Augusto de Lima, em Minas Gerais, isolados por um segredo. Seus filhos, hoje já crescidos, suspeitaram até que fossem irmãos e, pelo tabu, não davam confiança a qualquer um. Mas foi a descoberta de um filho abandonado em Tacaratu, no interior de Pernambuco, 1.352 quilômetros dali, que fez a dupla contar a verdade.
Aos noventa anos o casal contou em detalhes para os filhos e, mais tarde, para o cineasta Wolney Oliveira (de Ilha da Morte, 2006) o que de fato aconteceu: saíram fugidos, só com a roupa do corpo, de Pernambuco porque eram procurados pela polícia. Cangaceiros de renome Durvina e Moreno, integraram até o bando de Lampião e Maria Bonita na década de 1930.
São as confissões que dão consistência ao novo filme de Wolney, em conjunto com o extenso material de arquivo, as entrevistas com testemunhas da época e o carisma irrepreensível de Antônio e Durvalina, hoje já falecidos, aos seus noventa anos.
Embora recheie o documentários com imagens de filmes como O Cangaceiro (1951), Memória do Cangaço (1964), A Mulher no Cangaço (1974), entre outros, é na filmagens feitas por Benjamin Abrahão com o bando de Lampião e Maria Bonita que se desenrolam algumas das melhores cenas. O casal vai reconhecendo um a um os integrantes do bando para, no fim, apontarem a si mesmos na tela.
Com um excelente trabalho de pesquisa, Wolney apresenta ao espectador não apenas a história de vida sobre dois cangaceiros, que 50 anos depois conheceram o filho que tiveram de deixar para fugir. Assume a responsabilidade de contar um pouco da própria história do Brasil, com extraordinários detalhes e aprumo técnico.
São as confissões que dão consistência ao novo filme de Wolney, em conjunto com o extenso material de arquivo, as entrevistas com testemunhas da época e o carisma irrepreensível de Antônio e Durvalina, hoje já falecidos, aos seus noventa anos.
Embora recheie o documentários com imagens de filmes como O Cangaceiro (1951), Memória do Cangaço (1964), A Mulher no Cangaço (1974), entre outros, é na filmagens feitas por Benjamin Abrahão com o bando de Lampião e Maria Bonita que se desenrolam algumas das melhores cenas. O casal vai reconhecendo um a um os integrantes do bando para, no fim, apontarem a si mesmos na tela.
Com um excelente trabalho de pesquisa, Wolney apresenta ao espectador não apenas a história de vida sobre dois cangaceiros, que 50 anos depois conheceram o filho que tiveram de deixar para fugir. Assume a responsabilidade de contar um pouco da própria história do Brasil, com extraordinários detalhes e aprumo técnico.
