American Ultra: Armados e Alucinados é basicamente um emaranhado de filmes transitando entre ação e comédia sem nunca saber direito o que é, ou gostaria de ser. Sem muita perspicácia para comédia, o roteirista Max Landis (Poder Sem Limites) e o diretor Nima Nourizadeh (Projeto X: Uma Festa Fora de Controle) se contentam com banhos de sangue e violência desenfreada.
Jesse Eisenberg é Mike, um balconista que passa a maior parte do tempo dopado com a quantidade de drogas que usa. Sem qualquer perspectiva na vida, mora com sua namorada, Phoebe (Kristen Stewart), cuja existência não é muito diferente da dele. A vida do casal muda quando uma mulher aparece na loja, dizendo palavras misteriosas e, a partir daí, o rapaz se descobre dono de habilidades e capaz de matar uma pessoa com uma simples colher.
A mulher é Victoria Lasseter (Connie Britton), treinadora de um programa secreto da CIA, do qual Mike fez parte, mas agora não se lembra. Ela o procura porque seu rival dentro da agência, Adrian Yates (Topher Grace), está eliminando os antigos agentes que não têm mais nenhuma função.
A fim de proteger seu pupilo, no entanto, ela libera a fera que existe dentro dele, que sai atirando para todo lado – matando para não morrer. O que segue, então, é um espetáculo de sangue e pancadaria que se torna tedioso ao se assistir à enésima pessoa morrendo com um utensílio de cozinha cravado no pescoço ou algo parecido.
Eisenberg e Kristen têm química, e a primeira hora de filme depende basicamente disso. Isso funciona até bem, enquanto seus personagens estão sendo apresentados, e o filme abre uma gama de possibilidades, para jogar todas fora, optando pelo tédio de 90 minutos que parecem bem mais, deixando para a animação dos créditos finais a criatividade que faltou em todo o longa.
