A animação Heróis da Galáxia: Ratchet e Clank, baseada num popular jogo de videogame, é anacrônica. Veja bem, não é retrô. É velha mesmo, seja em seu visual, na sua trama excessivamente tola, ou nos personagens com cara de anos 80 – fora o título nacional, que parece pegar carona em Guardiões da Galáxia. Em seus melhores momentos, o longa, dirigido por Kevin Munroe e Jericca Cleland, parece um desenho de televisão alongado. Em seus piores, parece exatamente o que é: uma adaptação ruim de um game.
A trama, que parece o piloto de uma série, não se dá nem ao trabalho de disfarçar os clichês: Ratchet, uma criatura estranha conhecida com Lombax (que parece um gato mutante), é o típico “perdedor” que se torna vilão. E isso se dá quando uma outra criatura estranha ameaça toda a galáxia com algo conhecido como raio desplanetizador, que, obviamente, extermina planetas.
Seu sonho é entrar para uma equipe conhecida como Heróis da Galáxia, que ele admira e venera. Quando finalmente consegue, descobre que nem tudo é como ele imaginou, e que o sucesso pode subir à cabeça – especialmente quando conhece o seu ídolo, Capitão Qwark.
A indústria da animação e dos videogames já deu provas suficientes de sua capacidade técnica, visual e narrativa. Assim, a simplicidade do longa em todos esses quesitos faz com que ele se pareça com algo saído diretamente de um túnel do tempo.
