A animação Cantando de Galo é, até hoje, o maior sucesso do cinema mexicano. Terceiro filme de uma série – e primeiro a ser lançado no Brasil –, seu êxito talvez se explique pelo carinho e familiaridade que os chicos e chicas mexicanos tenham pelos personagens que conhecem desde o primeiro filme de 2006. A trama é simples, e deve agradar aos mais pequenos, pelo ritmo frenético e colorido vibrante.
Toto é um franguinho atrapalhado que vive uma fazenda prestes a ser vendida, pois sua dona, uma idosa viúva, e seu pequeno neto não conseguem pagar as dívidas. A única saída, pensam a ave e seus amigos bípedes e quadrúpedes, é participar de uma rinha de galos. Como o galo mais forte do local está velho demais para isso, sobra para Totó tentar fortalecer-se e vencer a luta.
Dirigido por Gabriel Riva Palacio Alatriste e Rodolfo Riva-Palacio Alatriste, Cantando de Galo é um filme sobre a descoberta da própria força interior e como vencer na vida. Nada que já não tenha sido mostrado diversas vezes no cinema infantil, mas aqui, ao menos, ganha uma roupagem diferente da comum: um gingado mexicano, tal qual o tema de Rocky Balboa ao longo do filme.
Além de Toto, o destaque é Patín Patán, um ovo de pata cujo pai foi para dentro de um jacaré (e ainda não saiu de lá) depois de ser derrotado numa luta. O personagem é histriônico, sempre gritando e fazendo trejeitos amalucados. Será ele que ajudará o protagonista a encontrar sua força para lutar. Há outras figuras também – como alguns ovos e uma dupla de ratos que fazem uma participação especial aqui.
