Para o espectador a dúvida permanece enquanto o filme avança e as duas mulheres se apaixonam. Marie envolve-se com o escritor William Leeds (Stellan Skarsgard) e Marty finalmente se deixa atrair pelo contador Aaron Reilly (William Fichtner). Marie, em sua bela casa no sul da França, feliz com suas filhas, não quer deixar de se ver no papel de Marty, em seus sonhos. E o mesmo ocorre com Marty, empolgada com as filhas que não têm na vida real e com o amor que também sente pelo escritor em seus sonhos.
A história é contada de forma paralela. A vida de Marie começa quando Marty está sonhando, e vice- versa. Os dois homens sabem que algo de misterioso envolve as mulheres que amam, mas apenas William procura, obstinadamente, uma resposta.
Marie e Marty decidem finalmente contar o que está acontecendo e ambos têm reações opostas. William passa a sentir ciúmes do rival que só existe nos sonhos de Marie e Aaron, a princípio, parece não se importar.
Ambas sabem que a linha que separa a realidade da fantasia é muito tênue, mas têm medo de interromper o sonho e descobrir a realidade.
Demi Moore, que não tem conseguido grandes papéis e bons chachês desde sua separação de Bruce Willis, consegue encarnar convincentemente o papel de duas mulheres confusas e ao mesmo tempo excitadas com o que está ocorrendo. Ela consegue separar o carinho e a delicadeza de Marie da frieza e profissionalismo de Marty.
