Não, não é um congresso espiritualista, nem um concurso de fantasias. O verdadeiro fantasma, afinal, está no coração de Byron. É sua culpa pela morte da mulher (Gretchen Mol), num acidente de carro, anos atrás. Elvis, em todo caso, é uma distração e tanto. Não só ele insiste em seguir caminho até Graceland, mansão onde morava o cantor, como coloca Byron numa porção de confusões - como quando dirige seu Cadillac e abusa da velocidade o bastante para chamar a atenção do guarda rodoviário.
Curiosamente, Elvis é o problema e também a solução. Como conhece o guarda, libera o parceiro de uma multa. O outro não se livra dele de jeito nenhum. Quando tenta, o carro quebra e Byron só sai do lugar com um guincho arranjado por Elvis. Depois dessa e de conhecer Ashley (Bridget Fonda), uma sósia de Marilyn Monroe que finalmente o tira da depressão, Byron parece entender que todas essas coincidências devem ser mesmo providência divina. Só aí relaxa e se diverte. Para ele também o paraíso simbólico de Graceland está logo ali na frente. Uma curiosidade: a viúva do cantor, Priscilla, atua como produtora executiva deste filme de estréia do jovem diretor Winkler, o que explica que ele tenha conseguido filmar várias cenas dentro da normalmente inacessível mansão-museu do ídolo, morto em 77.
