Morador de Perus, Felipe de Luna tem contato com o violoncelo na escola pública em que estuda, através de um programa especial. Interessando-se em prosseguir carreira, ele tem que superar diversos desafios, sociais, culturais e econômicos. Nesse caminho, é fundamental o encontro com a professora romena Diana Ligetti, do Conservatório de Paris.
- Por Neusa Barbosa
- 09/11/2016
- Tempo de leitura 1 minuto
O documentário de Sebastião Braga fecha seu foco em Felipe de Luna, jovem originário de Perus cuja vida foi transformada pelo contato com a música.
A primeira vez que ele se aproximou de um violoncelo foi justamente numa escola pública, o CEU de Perus, que ele frequentava, e foi definitivo. Através de programas, como o Projeto Guri, ele foi desenvolvendo seu talento e ultrapassou várias barreiras, até tornar-se integrante do naipe de violoncelos da Orquestra Jovem do Estado de São Paulo e aluno do bacharelado de violoncelo da Faculdade Santa Marcelina.
O documentário acompanha esse progresso, elegendo o garoto como modelo entre as milhares de crianças carentes beneficiadas pelos mesmos programas. Destaca-se igualmente o valor do intercâmbio internacional, através da vinda da professora romena Diana Ligetti, do Conservatório de Paris, uma instituição vivamente interessada nestes novos talentos de outro lado do mundo. E, afinal, a história de vida da própria Diana tem a ver com intercâmbio e rompimento de barreiras.
É entusiasmante ver como Felipe vai superando os desafios ao vencer limitações econômicas, diferenças culturais, familiarizando-se com a indispensável necessidade de disciplina requerida pelo domínio de seu instrumento.
É uma história de vitória e sucesso que tem por objetivo ser inspiradora e é. Cinematograficamente falando, o documentário poderia ser mais rico se contasse também com outros personagens.
O filme rodou diversos festivais internacionais, colhendo prêmios na Alemanha e EUA.
