15 minutos também reflete uma tendência, iniciada nos anos 70, de retratar a selva urbana de maneira cada vez mais explícita e realista. No entanto, fica a dúvida se essas sangrentas produções apenas exploram o comprovado fascínio popular exercido pela violência ou se podem ser consideradas documentos sociológicos.
Independentemente da motivação de Herzfeld, seu filme é um vibrante policial, e a presença de Robert De Niro torna a incômoda jornada do espectador um pouco mais tolerável.
De Niro é Eddie Flemming, um popular detetive da divisão de homicídios nova-iorquina. Juntamente com o investigador do Corpo de Bombeiros Jordy Warsaw (Edward Burns), Eddie está na pista de dois criminosos estrangeiros (um russo e um tcheco) que documentam em vídeo os brutais assassinatos que cometem. Sedentos pela fama nos Estados Unidos, o plano dos bandidos é matar Eddie e vender a fita de sua execução para Robert Hawkins (Kelsey Grammer), âncora de um programa sensacionalista de televisão. Depois, Emil (personagem repulsivo interpretado pelo ator Karel Roden) e Oleg (Oleg Taktarov) pretendem alegar insanidade, pois já perceberam que na América "ninguém é responsável pelo que faz". Vale observar que os vilões não são americanos, exemplo adicional da nova mania hollywoodiana de encontrar psicopatas em imigrantes, principalmente da Europa do Leste.
15 Minutos é ainda temperado com humor negro (Oleg adora citar Frank Capra, diretor conhecido pelo otimismo quase ingênuo), referências cinematográficas (a Taxi Driver, também com De Niro) e boa trilha sonora (de Anthony Marinelli e J. Peter Robinson).
