O longa 7 desejos parte de uma premissa mais do que surrada: uma garota ganha uma misteriosa caixa que, sem saber, transforma seus pedidos em realidade, mas, por outro lado, cobra com a vida de uma pessoa querida. O diretor John R. Leonetti (Annabelle) e a roteirista Barbara Marshall não se esforçam para esconder isso – o que, a priori, nem é um problema incontornável. Mas a falta de criatividade e o esquematismo enterram o filme de vez.
Claire (Joey King) leva uma vida infeliz desde a morte de sua mãe, mas tudo muda quando seu pai (Ryan Phillippe) encontra a tal caixa chinesa no lixo. Na escola, ela sofre bullying o tempo todo e não ganha nem um cumprimento do menino por quem é apaixonada, Paul (Mitchell Slaggert).
Mas, sem saber o que está fazendo, ela pede ajuda para a caixa e tudo se transforma. Mas, além de cobrar com a vida de alguém, a geringonça, além de tudo, realiza os desejos de forma literal. Portanto, quando Claire diz que gostaria que sua inimiga apodrecesse (no sentido figurado), a garota acorda realmente apodrecendo. Tudo piora quando a protagonista pede para que Paul fique perdidamente apaixonado por ela.
Se o ponto de partida não é lá muito inventivo, 7 desejos poderia ser mais criativo na maneira de dar fim aos personagens, mas não é bem o caso. O filme lembra a série Premonição, mas com mortes bem menos inventivas e violência bem mais gratuita, até sua inevitável conclusão. Mas sempre resta uma ponta solta para uma possível sequência.
