"Paralisia do Sono" é uma condição real, na qual, num dos sintomas, a pessoa já está acordada, ou seja, o cérebro despertou, mas o corpo não consegue se mexer. O problema já foi abordado em um documentário de 2015, The Nightmare, de Rodney Ascher. Em Sono Mortal, o diretor Phillip Guzman e o roteirista Jeffrey Reddick (Premonição) não se contentam com o horror que pode vir desse estado aflitivo, colocando em cena também uma criatura sobrenatural.
Kate (Jocelin Donahue) é uma assistente social que tem dormido mal por conta dessa paralisia. Com a ajuda da irmã gêmea, Beth, procura uma médica especializada em sono (Lori Petty), que explica que o problema é mais comum do que se imagina e, até certo ponto, inofensivo.
Depois de passar novamente por um episódio desses, descobre que sua irmã acabou de morrer, e junto com seu namorado Evan (Jesse Bradford) decide investigar o caso. Mais pessoas morrem nas mesmas condições, e com um estudioso do assunto se descobre que as pessoas que sofrem dessa paralisia são visitadas por uma entidade maligna.
O filme está mais interessado nos males causados por essa criatura do que o que há de assustador na condição em si. Nos casos reais também são relatadas alucinações, mas nada tão forçado quanto as do filme, que se perde numa direção frouxa. Nesse sentido, Sono Mortal é um sub-A Hora do Pesadelo, com sustos baratos e personagens que beiram o risível. Ao contrário da protagonista, com dificuldades para dormir, é bem provável que o público caia no sono antes mesmo que Kate resolva os seus problemas.
