O espanhol Enrique Gato, diretor do primeiro filme de Tadeo Jones e codiretor deste segundo, parece seguir à risca o ditado de não se mexer em time que está ganhando. Assim, o resultado dessa sequência do filme de 2012 não poderia ser mais feliz, apesar de não ser lá muito diferente do original – talvez essa seja exatamente sua graça.
O filme – codirigido pelo estreante David Alonso – combina aventuras improváveis, correria e humor sagaz desta vez tendo como mistério o Rei Midas. Tadeo está cada vez mais próximo de seu sonho de ser arqueólogo – cursa a faculdade de arqueologia – mas continua tendo que trabalhar como pedreiro e mantém contato com a arqueóloga Sara Lavrof, sua paixão platônica e uma celebridade.
Disposto a pedi-la em namoro, vai à abertura de uma exposição com objetos encontrados por ela. Mas tudo dá errado: o vilão, Jack Rackham, coloca sua gangue para invadir o evento sequestrar Sara e roubar um livro com as pistas para levar às partes de um colar do Rei Midas. Quando unida, a joia dará poderes de transformar tudo a que o portador tocar em ouro.
A Múmia inca reencontra Tadeo, a quem considera seu melhor (provavelmente o único) amigo. O personagem é o melhor do filme, com seu humor completamente doido, além da situação de uma múmia viva e atrapalhada andando para cima e para baixo, viajando de avião e barco.
Tecnicamente caprichado, o filme tem uma trama que permite a qualquer criança acompanhar, sem cair em simplismos, As aventuras de Tadeo 2 mostra que cinema de animação também pode ser feito com qualidade fora dos Estados Unidos.
