Nesse documentário, o diretor Petrônio Lorena leva sua câmera até a região da divisa de Pernambucano com a Paraíba, onde as pessoas cultivam a arte da rima. De geração em geração, a criação de versos, longos e curtos, é uma tradição. O filme resgata essa história, por meio de relatos pessoais, e a ilustra com criações dos entrevistados.
O longa dá voz a esses poetas anônimos, com suas poesias divertidas e outras melancólicas, sendo que muitas delas trazem ao centro a vida na região onde moram e as peculiaridades dessa região do Nordeste.
Emerge dos poemas uma figura emblemática, quase mitológica: Severina Branca, a Eleanor Rigby do Nordeste, que serve de musa e inspiração para gerações de poetas. Inclusive o título do filme vem de um poema dela mesma.
Em sua forma, o documentário incorpora o tom poético de seus entrevistados, compondo com imagens bonitas (a fotografia é de Roberto Iuri) e depoimentos um retrato de um Brasil profundo e pouco conhecido.
