Realizado por Crowdfunding pela organização Think Olga, criada em 2014, o documentário acompanha o dia a dia dessas mulheres e seus cotidianos nas cidades, onde repensam o espaço público por meio de ativismo, arte e poesia.
Alguns progressos foram obtidos nos últimos anos, mas ainda há muito por ser feito, concluem, principalmente conscientizando os homens sobre o machismo presente em suas atitudes e o papel que exercem na sociedade, perpetuando imagens estereotipadas das mulheres como seres inferiores e frágeis que necessitam de proteção.
Em algumas cenas de rua, filmadas com camera oculta, uma jovem registra gracejos e cantadas e confronta esses homens sobre o assédio que estão praticando abertamente. Eles se defendem e acreditam estar apenas enaltecendo a beleza das mulheres, o que deveria ser encarado como elogio.
Todos os depoimentos são fortes o suficiente para reforçar a mensagem anti-assédio do filme, especialmente o da jovem artista trans Rosa Luz que encerra o documentário interpretando um rap onde fala de assédio, transfobia, racismo, machismo e tantas outras formas de discriminação praticadas no país.
