07/06/2026
Suspense

Traffik - Liberdade roubada

Brea é uma jornalista em viagem romântica com seu namorado. Após se desentender com um grupo de motoqueiros num posto de gasolina, acaba descobrindo um esquema de tráfico de mulheres.

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Traffik – Liberdade roubada, escrito e dirigido por Deon Taylor, é um filme que se acha mais importante do que realmente é. Na verdade, seu assunto é sério e seu tratamento é empenhado, mas de boas vontades o inferno cinematográfico está cheio. O que o diretor pretende é combinar ação, suspense e denúncia de tráfico humano e racismo.
 
No prólogo, uma mulher é sequestrada de uma boate e acorrentada no baú de um caminhão. Depois disso, conhecemos a jornalista Brea (Paula Patton), que enfrenta problemas no trabalho. Seu namorado, John (Omar Epps), que é mecânico, está tomando coragem para pedi-la em casamento.
 
O casal vai passar um fim de semana numa mansão nas montanhas, longe de tudo. Mas, no meio do caminho, encontram uma gangue de motoqueiros num posto de gasolina, que faz comentários racistas sobre o casal. No banheiro, uma mulher joga um celular na bolsa da protagonista sem que ela perceba.
 
Com a ajuda de casal de amigos (Laz Alonso e Roselyn Sanchez), que também chega para o final de semana, Brea e John descobrem a senha do celular e ficam estarrecidos com as fotos de mulheres abusadas que encontram, além de números de telefone estrangeiros.
 
Não custa muito e aparecem a dona do telefone e os motoqueiros e Traffik se torna um jogo de gato-e-rato que tem no tráfico de mulheres apenas uma desculpa para sua existência. Patton é boa atriz e chega a dar vontade de levar o filme a sério por causa dela. Mas a cascata de clichês que se sucedem e os personagens sem qualquer nuance desanimam. E, por fim, colocar Nina Simone na trilha sonora cantando “Strange Fruit”, uma música poderosa e emocionante, beira o golpe baixo. 
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