É pouco provável que o documentário O médico indiano trará novos seguidores ou fãs para o Dr. Vasant Lad, médico indiano, pioneiro a trazer a antiga medicina Ayurveda da Índia para o Ocidente no final dos anos 70. Talvez o filme de Jeremy Frindel nem apresente muita informação nova para quem conhece a vida e trajetória do biografado, mas o longa é bem-feito, repleto de depoimentos do próprio médico além de famosos e anônimos entusiastas dele, como o escritor Deepak Chopra.
Para quem não conhece o trabalho do dr. Lad, o filme funciona como uma espécie de introdução aos seus conhecimentos, modo de vida e pensamento. Mas, como qualquer obra do gênero, não é uma reportagem densa e abrangente. No fundo, é quase um vídeo institucional, com direito a imagens de arquivo, outras captadas para o documentário, uma trilha sonora melosa e intrusiva (assinada por Rachel Grimes), e tudo mais o que uma obra do gênero requer.
Lad deixa claro que não é um médico no sentido legal da palavra – tanto que não pode fazer tratamentos médicos – e também explica a importância da medicina moderna, por isso seu pensamento defende a união dela com a Ayurveda.
É preciso ser partidário da Ayurveda para que o filme funcione. Nem é necessário conhecê-la muito a fundo – o próprio longa se preocupa em explicá-la. Mas há que se ter uma dose de fé nisso para comprar o documentário e o biografado. Com sua fala tranquila, suas ideias persuasivas e seu modo de vida, não é difícil entender como Lad se tornou uma figura tão sedutora no ocidente.
