04/06/2026
Comédia

Quando Margot encontra Margot

A jovem Margot está em crise e não sabe o que fazer com a sua vida. Por acaso, numa festa conhece seu futuro eu, uma Margot na faixa dos 40 anos também com problemas. Juntas, as duas tentam resolver seu passado e futuro.

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Margot (Sandrine Kiberlain) está na faixa dos 40 anos, e tendo uma crise. Margot (Agathe Bonitzer) está entrando na vida adulta, e tendo diversas crises. Por acaso, as duas se conhecem em um banheiro numa festa e, surpreendentemente, descobrem que são a mesma pessoa, vivendo num mesmo presente. Para que funcione, a premissa mágica de Quando Margot encontra Margot, escrito e dirigido por Sophie Fillières, pede a cumplicidade do público: perguntas não devem ser feitas. Superado esse obstáculo, a comédia francesa funciona durante boa parte do tempo.
 
A questão às duas Margots (no original, o nome das personagens é Margaux, mas no Brasil ganhou essa grafia) não é sobre como vivem no mesmo espaço e tempo, mas como a jovem se tornou aquela quarentona, e como esta olha para si mesma no passado, questionando suas escolhas e como repercutiram ao longo de sua vida. Isso tudo permite que ambas tentem melhorar os seus presentes. As duas acabam se envolvendo com o mesmo homem, Marc, (Melvil Poupaud), que pode ser o catalisador das mudanças de que cada uma, ao seu modo, tanto necessita.
 
Cada uma das protagonistas é composta de maneira bem marcante e diferente. A jovem Margot é impulsiva e raramente sorri. Parece estar sempre nos 220 volts, desesperada para encontrar um rumo. A outra versão dela mesma, algumas décadas mais tarde, é uma mulher mais tranquila – em certa medida, conformada com o caminho que as coisas tomaram, capaz de rir de seu jovem eu.
 
Fillières arma as situações de maneira intrigante, mas é no desfecho que o filme se perde um pouco, tornando-se convencional demais perto das pequenas transgressões vistas até então. Mas a química entre a dupla de atrizes garante as maiores qualidades de Quando Margot encontra Margot.
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