18/07/2026
Comédia

Johnny English

post-ex_7
O que aconteceria à Inglaterra se o seu futuro estivesse nas mãos de um sujeito como Mr. Bean? Pode parecer um tanto desconcertante para as pessoas pensarem nisso, mas é exatamente o que elas verão ao assistir Johnny English, comédia família inglesa que traz Rowan Atkinson como protagonista.

Trata-se da história de Richard Lathan, um agente burocrático do serviço secreto britânico que deve desvendar o mistério sobre o roubo das jóias da família real. Por que ele? Pelo fato de que todos os demais agentes morreram em serviço. Agora, resta a Lathan salvar o país, ameaçado pelo vilão Sauvage (John Malkovich), que ameaça se apossar do trono.

De fato, o humor pastelão e encantadoramente inofensivo de Atkinson tem sua graça e as situações absurdas que se coloca são realmente divertidas. Mas, não é nada que já não tenha sido visto em outras paródia. Um exemplo daquela velha máxima: a parte boa não é original e a parte original não é boa.

Mesmo o estilo "estranho-feliz" incorporado centenas de vezes pelo ator fica um tanto entediante depois de 30 minutos de filme. Talvez por isso, suas esquetes como Mr. Bean durem tão pouco na TV.

Mas o que chama a atenção ao filme é a beleza da atriz principal, Natalie Imbruglia, que faz par romântico com o agente Lathan. Bonita, inteligente e extraordinariamente sensual, rouba as cenas. A antítese aí, parece ser o fio condutor.

Outra surpresa é a constrangedora participação de John Malkovich na trama. No papel do francês lunático, Sauvage, que aspira controlar a Grã-Bretanha, o ator chega a afligir o público, acostumado com papéis de maior expressividade. Em Johnny English, Malkovich se dá mal, tal como aconteceu com o Sir Sean Connery, quando se aventurou no papel de vilão de Os Vingadores (1998).

Como filme familiar, Johnny English pode agradar aos fãs de Atkinson, criador que acabou virando sua própria criatura. Até agora, o ator tem se aproveitado de seu Mr. Bean para produzir seus filmes. No entanto, o público, como sempre, vai dar um basta nisso mais cedo ou mais tarde.

Cineweb-18/4/2003

post